11/12/23
Após herdar uma prefeitura com superávit financeiro e operações de crédito contratadas, totalizando mais de R$ 1 bilhão em caixa, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), agora enfrenta a possibilidade de encerrar o terceiro ano de mandato no vermelho, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) e do Tribunal de Contas do Município (TCM).
Segundo dados oficiais, eram R$ 250 milhões de superávit financeiro (recursos do tesouro) e mais R$ 775 milhões em operações de crédito. No entanto, Rogério Cruz revelou recentemente ao jornal O Popular que reconhece a possibilidade de um déficit nas contas municipais ao final de 2023. A tentativa de justificativa por parte dele é a queda de arrecadação, que segundo ele, é o fator determinante.
Ao ser questionado sobre a gestão financeira entregue por Iris Rezende (MDB), elogiada frequentemente por ele mesmo, o prefeito Rogério destacou a incerteza provocada pela redução na arrecadação municipal. Cruz ressaltou a previsão de queda na verba do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a insegurança gerada pela reforma tributária.
O prefeito afirmou que, mesmo com desafios, a cidade mantém o pagamento das folhas de servidores em dia, além de realizar investimentos. Ele ressaltou a importância de projetos para a cidade, mas expressou preocupação quanto à incerteza provocada pela manutenção do repasse do FPM no mesmo valor de 2022, enquanto a inflação gera um déficit desse montante.
Rogério Cruz concluiu, destacando a necessidade de enfrentar a insegurança financeira e ressaltou que o governo federal deve garantir condições adequadas para o desenvolvimento dos municípios, especialmente em um cenário de incertezas econômicas.