Goiânia, 04/04/2025
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Por decisões da Justiça lixão segue funcionando e contaminando o meio ambiente em Padre Bernardo

11/03/24

Um depósito de lixo particular na cidade de Padre Bernardo é suspeito de causar graves danos à natureza. Irregularidades foram encontradas em vistoria feita pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar. 

Durante a vistoria, realizada no mês de junho do ano passado, policiais militares, acompanhados de dois representantes do Ministério Público, constataram vazamento de chorume em um dos tanques que acondicionam lixo.

O depósito recebe lixo de grandes geradores do Distrito Federal todos os dias. A empresa é conhecida como Aterro Ouro Verde e não tem licença do Governo de Goiás para funcionar, mas graças a liminares concedidas pela Justiça continua atuando.

Na fiscalização, os policiais encontraram quatro tanques de acondicionamento revestidos com lona. O maior deles tinha cerca de 2,9 mil metros quadrados e, foi justamente nesse depósito que o vazamento foi encontrado.

Os policiais afirmaram também que três dos quatro tanques ficavam próximos a uma cavidade seca e que segundo denúncias, no período noturno a empresa despeja o chorume nessa grota seca.

Também consta que os resíduos estavam sendo descartados a céu aberto e ‘in natura’, sem passar por processo de reciclagem ou tratamento.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) informou que a Ouro Verde descumpriu um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado em 2019, mas conseguiu uma decisão judicial que suspendeu o indeferimento do pedido de licença de funcionamento.

O Ministério Público fez um pedido de reconsideração e conseguiu derrubar a liminar. Mas, despois disso a empresa já conseguiu duas liminares que garantiram a continuidade do funcionamento da Ouro Verde.


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