12/03/24
Médicos vinculados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia anunciaram uma nova paralisação de advertência de 24 horas para esta quarta-feira, 13, a partir das 7 horas. A deliberação foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária Permanente realizada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) em 6 de março.
De acordo com o sindicato, a paralisação ocorre devido à falta de atendimento integral às pautas apresentadas pelos médicos pelos gestores responsáveis pelas Unidades de Saúde Pública da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. A desvalorização dos profissionais médicos por meio da contratação de profissionais via Pessoa Jurídica, a falta de condições de trabalho e os atrasos nos pagamentos são os principais motivos de preocupação da categoria.
Os serviços classificados como urgência e emergência serão mantidos durante a paralisação, conforme determina a legislação. O impasse nas contratações também contribui para o descontentamento dos médicos. O Simego manifestou sua oposição à forma de contratação defendida pelo atual secretário de Saúde do município, Wilson Modesto Pollara.
O sindicato repudiou declarações de Pollara, destacando que a contratação de Pessoas Jurídicas para o quadro médico das unidades de saúde viola decisões do Conselho Municipal de Saúde e despersonaliza o atendimento médico. Em nota divulgada pelo Simego, a contratação por PJ coloca os médicos em uma posição vulnerável, sujeitos a serem substituídos a qualquer momento, sem garantias de segurança ou direitos trabalhistas.
Esta não é a primeira vez que os médicos da SMS Goiânia protestam. Em dezembro do ano anterior, a categoria realizou uma paralisação de 24 horas para conscientizar sobre as condições precárias de assistência à população, especialmente relacionadas à falta de insumos. A presidente do Simego na época, Franscine Leão, enfatizou a importância da mobilização para garantir melhores condições de trabalho e assistência aos pacientes.