Goiânia, 04/04/2025
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Projeto de BRT em Goiânia enfrenta atrasos e prejuízos após 9 anos em construção

14/03/24

Uma obra destinada a melhorar o trânsito e o transporte público em Goiânia está há nove anos em construção, sem perspectiva de conclusão. O BRT (Bus Rapid Transit), iniciado em 2015, tinha como objetivo facilitar o deslocamento de cerca de 200 mil passageiros na capital goiana. Originalmente previsto para ser entregue em 2017, o projeto está longe de ser finalizado, conforme relatado por uma moradora ao Jornal Nacional.

O BRT consiste em quase 23 km de um corredor exclusivo para ônibus, ligando a cidade do norte ao sul, com 36 estações de embarque e seis terminais de integração. O plano inclui uma pista dedicada que permitiria aos ônibus atingirem uma velocidade média de 26 km/h, sem a necessidade de compartilhar o espaço com outros veículos, prometendo reduzir o tempo de viagem em até 40%. No entanto, sem a conclusão do projeto, os benefícios permanecem apenas no papel.

O impacto negativo também é sentido pelo comércio local. Com ruas interditadas devido às obras, os clientes desapareceram das regiões afetadas, resultando no fechamento de diversas lojas. Cristiano Caixeta, presidente do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-GO), lamenta o prejuízo causado, relatando o fechamento de mais de 600 estabelecimentos ao longo do corredor do BRT.

Segundo o novo cronograma, um trecho de aproximadamente 18 km deve ser entregue em março, com previsão de início das operações dos ônibus em julho. Entretanto, os outros 5 km do projeto original ainda estão em fase de licitação. O orçamento inicial do BRT de Goiânia era de R$ 242 milhões, mas com 17 aditivos no contrato, estima-se que os custos ultrapassem os R$ 400 milhões.

O secretário de Infraestrutura de Goiânia, Denes Pereira, atribui os atrasos a uma série de problemas, incluindo questões ambientais e burocráticas, além das dificuldades enfrentadas durante a pandemia, como falta de insumos e mão de obra. Enquanto a obra se arrasta, os passageiros continuam enfrentando condições precárias nos pontos de ônibus de Goiânia, aguardando abrigos apertados sob o sol forte ou a chuva.


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