Goiânia, 04/04/2025
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Manifestação denuncia colapso na saúde de Goiânia; médicos aderem à paralisação de 24 horas

14/03/24

Trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e representantes de diversas entidades da sociedade civil organizada reuniram-se na manhã desta quarta-feira, 13, em um protesto realizado na UPA da Chácara do Governador, em Goiânia. O objetivo foi destacar o desmantelamento do sistema de saúde pública da capital e exigir melhores condições de trabalho.

Durante o evento, foi lançado o Movimento "Juntos Pela Vida, Pelo SUS e Pela Saúde", com o intuito de evidenciar o caos na saúde pública e resistir às tentativas de privatização. A mobilização também contou com a adesão dos médicos efetivos, credenciados e prestadores de serviços da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, que iniciaram uma paralisação de 24 horas na mesma data.

"A manifestação que iniciamos hoje é um ato de resistência. Escolhemos simbolicamente a UPA Chácara do Governador para denunciar o iminente processo de privatização. No entanto, nossa luta vai além disso. Vamos combater a negligência do poder público e defender o direito à saúde de qualidade garantido pela Constituição Federal", enfatizou a presidente do Sindsaúde, Néia Vieira.

Durante o evento, líderes sindicais dialogaram com os cidadãos que aguardavam atendimento na UPA, explicando as razões do protesto. Vieira destacou a necessidade de combater a deterioração do SUS promovida pelo poder público, que cria um caos artificial para justificar a destinação de recursos públicos para atender a interesses privados, através das Organizações Sociais (OS) e outras formas de terceirização.

Trabalhadores e usuários da UPA Chácara do Governador receberam informações de que a prefeitura de Goiânia pretende transferir a gestão da unidade para a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc). A proposta, segundo relatos, prevê a substituição do ambulatório que oferece diversos serviços por um que se concentraria exclusivamente em ginecologia, gerando revolta entre os servidores e a comunidade.

Além do Sindsaúde, estiveram presentes no protesto dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (Sieg), Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás (Sinfar), Associação dos Servidores do Samu no Estado de Goiás, e o deputado estadual Mauro Rubem.


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