Goiânia, 04/04/2025
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Entidade aponta que expansão urbana e especulação imobiliária são grandes desafios para o próximo prefeito

14/03/24

Segundo reportagem do jornal O Popular a expansão urbana descontrolada e a especulação imobiliária, além da mobilidade urbana, são os temas mais sensíveis e graves da capital goiana. A análise é do Observatório das Metrópoles. Essas serão as dificuldades mais latentes a serem enfrentados na próxima administração.

O Observatório das Metrópoles é um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) com núcleos em 18 regiões metropolitanas do País que está mobilizando a sociedade no sentido de aprofundar a discussão de temas relevantes sobre as cidades neste ano de eleições municipais.

Ainda de acordo com a reportagem, o Observatório das Metrópoles nas Eleições elegeu oito temas prioritários para debater e cobrar dos candidatos. “No caso de Goiânia, a demora na definição dos candidatos a prefeito - e consequentemente, do foco em planos de governo -, os problemas da gestão de Rogério Cruz (Republicanos) e o poder da Câmara Municipal diante da fragilidade política do prefeito reforçam a necessidade de se cobrar o debate de projetos”, diz a matéria.

O coordenador do Observatório e professor da Universidade Federal do Rio (UFRJ), Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, explica que a ideia é apresentar um diagnóstico das questões mais urgentes e sugerir caminhos de enfrentamento. “Esperamos que isso resulte em maior compreensão dos problemas de cada cidade e em compromissos em termos de políticas públicas. Tentaremos deslocar um pouco a pauta ideológica e de costumes para a pauta dos problemas da cidade, envolvendo a sociedade até para que ela cobre depois dos candidatos”, diz ele.

Para a coordenadora do Observatório em Goiânia, a professora Celene Cunha Monteiro Antunes Barreira, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o maior desafio a ser enfrentado pelo próximo prefeito será o descontrole da expansão urbana, especialmente na região norte da capital, que ainda tem muitas áreas livres e é o berço das águas da capital.

Outro aspecto desafiante elencado pela professora é a liberação, feita na última revisão do Plano Diretor, para ocupação de alta densidade em algumas áreas da cidade. Para ela, a liberação impacta enormemente na cidade. "Não tem limite mais. Não é só a questão ambiental ou coisa de ecochato, como se diz. Impacta o viver na cidade, o deslocamento, a infraestrutura que não está dimensionada para isso. Impacta no esgoto que não suporta a demanda, no trânsito”.


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