07/04/24
Após a intensa batalha interna entre Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP) pelo controle do PSDB visando à Presidência da República em 2022, o atual presidente do partido, Marconi Perillo, enfrenta a árdua tarefa de reunir os destroços deixados pela disputa fratricida. Derrotado por Doria nas prévias, Leite não aceitou o veredicto democrático e promoveu uma reviravolta que abalou as estruturas do partido, levando Doria e seus aliados a deixarem o ninho tucano. O quadro, descrito pela Istoé, sinaliza que o comando de Marconi Perillo no PSDB nacional está se esvaindo.
Entretanto, a missão de reconstruir o partido parece quase impossível diante do cenário atual. O PSDB, que já contou com mais de 100 deputados durante o governo FHC, agora possui apenas 13, além de dispor de um único senador, em contraste com os sete que detinha recentemente. Dos oito governadores, restam apenas três, sendo que a governadora pernambucana Raquel Lyra flerta com a possibilidade de deixar a legenda.
É evidente entre os prefeitos paulistas, com a saída de muitos para o PSD e outras siglas, como o PL. Dos 173 prefeitos eleitos em 2020, restam apenas 83 no PSDB. Em busca de manter alguma representatividade nas eleições municipais deste ano, Perillo almeja lançar de oito a dez candidatos nas 26 capitais, visando garantir uma base sólida para o partido em 2026.
No entanto, a maior derrocada ocorre em São Paulo. O PSDB dominou o estado por três décadas, e Doria venceu as eleições para prefeito no primeiro turno. Contudo, atualmente, os oito vereadores da bancada municipal deixaram o partido para se unirem a outras legendas que apoiam Ricardo Nunes (MDB), uma vez que a direção do diretório local prefere uma candidatura própria ou o apoio a Tabata Amaral, do PSB de Alckmin.