09/04/24
Frequentadores do Clube do Povo, localizado no Setor Alto do Vale, em Goiânia, manifestam preocupação com a falta de segurança e o estado de abandono das instalações, destinadas a proporcionar lazer e esporte aos moradores. Vídeos compartilhados nas redes sociais evidenciam piscinas com azulejos danificados, vestiários enferrujados e depredados, em um cenário que denota negligência.
Moradores da região relatam a ausência de vigilância, mesmo na guarita de acesso, e a constante invasão do local por vândalos e usuários de drogas, inclusive durante o dia. Uma das piscinas encontra-se interditada e sem cobertura, o que contribui para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Além disso, o mato alto toma conta das áreas internas e externas do clube.
"Os próprios ganchos das piscinas foram roubados", lamenta uma frequentadora que não quis se identificar. "Essa situação persiste há mais de um ano sem que nenhuma providência seja tomada. Decidimos nos unir para denunciar. É hora de nos manifestarmos", ressalta.
Outra moradora da região demanda uma resposta mais efetiva por parte da Guarda Civil Metropolitana (GCM). "A Guarda deveria garantir a segurança dos bens públicos da prefeitura, mas onde está?", questiona. "Uma simples ronda já seria suficiente para afastar esses vândalos", acrescenta, destacando que o clube é frequentado por mulheres, crianças e adolescentes. "Estamos expostos demais. E o descaso da prefeitura só agrava a situação", completa.
Em resposta às denúncias, a Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul) de Goiânia assegura que o clube está passando por serviços de roçagem e poda, e ressalta que a GCM está encarregada de proteger o local. Além disso, destaca que a prefeitura iniciou a reforma dos banheiros e mantém tratamento adequado nas piscinas para prevenir a proliferação de mosquitos transmissores de doenças.