11/04/24
A nota de 12 páginas divulgada pelo presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, em resposta às declarações do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, gerou um levantamento por parte do jornal Opção, que identificou 10 erros no texto do líder tucano. Embora se espere uma retórica afiada de um político com a experiência de Marconi, a análise detalhada revelou falhas que vão desde imprecisões gramaticais a equívocos políticos e históricos.
1. Marconi comete um erro logo no início ao mencionar o mês de abril, acrescentando um algarismo zero antes do 4, algo inexiste em expressões de datas.
2. No primeiro item, confunde o verbo "prestar" com "emprestar", além de cunhar uma expressão pouco usual: "se emprestar a esse papel".
3. No terceiro ponto, utiliza ponto-e-vírgula quando deveria usar dois-pontos, revelando uma falha de pontuação que deveria ser conhecimento básico para um bacharel.
4. As interrogações em excesso no item 4 denotam uma falta de foco na argumentação, desviando-se do tema central da nota.
5. A imprecisão política aparece no item 5, onde Marconi utiliza "Polícia Militar" com iniciais maiúsculas, quando na Constituição Federal e em sua própria escrita, as iniciais são minúsculas.
6. Em um momento de ambiguidade, Marconi afirma que debater com Daniel seria um prazer, sugerindo um ato falho em sua declaração.
7. O texto oscila entre sugerir uma candidatura de Daniel a governador e voltar atrás, revelando uma incerteza desconcertante.
8. Ao enquadrar Iris Rezende no "ludoviquismo", Marconi ignora nuances históricas e políticas, mostrando uma visão simplista da trajetória do político goiano.
9. O cálculo errôneo de datas, como a soma de 1998 + 10 resultando em 2018, revela uma falha básica de aritmética.
10. A má escolha de palavras e a cacofonia na frase "como elas" demonstram descuido com a sonoridade e a clareza do texto.