11/04/24
Em uma decisão que reverberou intensamente pelos corredores da Câmara dos Deputados, o parlamento votou pela continuidade da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (Sem partido), suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018. A tensão pairava sobre a sessão, que se viu dividida diante de um tema tão sensível.
Os deputados que se opuseram à decisão argumentaram veementemente pela necessidade de união na Casa diante de um caso tão delicado. Um dos pontos levantados pelo grupo foi a preocupação com a vulnerabilidade de outros parlamentares frente à possibilidade de prisão preventiva. Entre os partidos que se destacaram na oposição à prisão de Brazão estava o PL, que contou com 71 votos contrários, incluindo o do deputado Gustavo Gayer (PL).
Além disso, a deputada bolsonarista Magda Mofatto, agora filiada ao PRD, também se posicionou contra a prisão de Brazão. Além dos dois, seis parlamentares consideraram que o deputado deve continuar preso. Dois deputados goianos se abstiveram e cinco não compareceram na sessão.