Goiânia, 04/04/2025
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Psol entra com ação para garantir mandato de Fabrício Rosa na Câmara de Goiânia

13/04/24

O Psol de Goiânia deu entrada com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) nesta sexta-feira, 12, para garantir o mandato do partido na Câmara Municipal. O embate jurídico surge após a cassação de novas chapas de vereadores pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido a irregularidades na cota de candidaturas femininas. Diplomado recentemente, Fabrício Rosa, atualmente filiado ao PT, deverá ser empossado na próxima terça-feira, 16.

A ação movida pelo Psol alega infidelidade partidária por parte de Fabrício Rosa, que foi eleito pelo partido em 2020, mas posteriormente filiou-se ao PT. Caso o Psol obtenha sucesso na ação, quem assumirá a vaga na Câmara será a suplente Cíntia Dias, integrante do mandato coletivo "Agora que são Elas", composto por quatro mulheres, incluindo Cíntia, a professora da UFG Chris Lemos, Valéria da Congada e a trans Beth Caline.

Em sua defesa, Fabrício Rosa argumenta que sua filiação ao PT ocorreu dentro do período permitido para troca de partido por vereadores, que vai de 5 de março a 5 de abril. Ele sustenta que, dentro desse prazo, não houve infidelidade partidária. 

“Isso significa que ainda que eu fosse vereador do PSOL, do Partido Socialismo e Liberdade, há um ano, há dois anos, há três anos, nesse período de um de um mês, de 5 de março a 5 de abril, eu poderia sair do partido sem ser considerado infiel. Então, na nossa perspectiva, não houve infidelidade partidária”, disse Fabrício Rosa ao jornal Opção.

Por outro lado, Cíntia Dias afirma que a cadeira na Câmara pertence ao Psol, independentemente do candidato, e reforça que a vaga destinada ao partido está ocupada pelo PT.

Trabalho 
Fabrício falou que sua luta nos últimos anos contra as irregularidades em candidaturas, evidenciando seu envolvimento na busca por justiça nessa questão. Ele ressalta a importância de sua representatividade como LGBT assumido e militante, bem como sua posição como policial de esquerda em um cenário predominantemente apoiador do bolsonarismo entre os policiais.

“É muito raro que policiais de esquerda que tem uma visão crítica a instrumentalização da segurança pública para violência, a instrumentalização dos policiais para violência sejam eleitos. Com isso, é importante que nesse cenário de tantos coronéis, delegados, sargentos, de direita, eleitos, nós tenhamos um policial de esquerda com outro olhar”, finalizou.


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