Goiânia, 04/04/2025
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A mais nova invenção de Rogério Cruz: pedágio para transitar dentro de Goiânia

16/04/24

Após mais de dois anos de elaboração e meses de espera, o Plano de Mobilidade Urbana de Goiânia (PlanmobGyn) foi finalmente publicado em forma de decreto no último dia 12. Contudo, uma das propostas mais sem pé nem cabeça do plano tem causado dúvidas entre os goianienses: a possível implantação de um pedágio urbano em determinadas áreas da cidade.

De acordo com o documento, a ideia é avaliar a viabilidade de criar um sistema de pedágio urbano em Goiânia, onde os motoristas seriam obrigados a pagar para circular em determinadas regiões da cidade, entre elas o Centro. Essa medida faz parte de um conjunto de estratégias propostas para reduzir o uso do transporte individual motorizado e incentivar o uso de meios de transporte mais sustentáveis, como o transporte ativo, para pedestres e ciclistas.

Além do pedágio urbano, outras medidas contempladas no plano incluem a ampliação da Área Azul, a cobrança de estacionamento rotativo em algumas áreas da cidade, e o retorno do planejamento de novos corredores exclusivos para o transporte coletivo metropolitano. A iniciativa tem gerado controvérsias e levantado questionamentos entre os moradores da capital goiana. 

Enquanto alguns acreditam que medidas como essa são necessárias para melhorar a mobilidade urbana e reduzir os congestionamentos, outros criticam a possibilidade de onerar ainda mais os motoristas, especialmente em um momento de crise econômica.

Além disso, a forma como o plano foi publicado, por meio de decreto, também tem sido alvo de debates. Segundo Jonas Henrique Lobo Guimarães, gerente de Gestão Territorial e Mobilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh), a decisão de publicar o plano como decreto foi baseada em uma análise técnica da Procuradoria-Geral do Município (PGM), que entendeu que se tratava de diretrizes de planejamento e não de uma nova legislação.


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