Goiânia, 04/04/2025
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Cadáver em banco lembra crime da cabeça da vítima erguida para destravar app de banco, em Goiânia

17/04/24

O caso da mulher que levou o corpo de um idoso a uma agência bancária de Bangu, no Rio de Janeiro, consegue ser ainda mais chocante que outro crime que ocorreu em Goiânia em setembro de 2023, quando um jovem de de 22 anos foi preso ao tentar desbloquear o aplicativo do banco com a cabeça da vítima.

O rapaz, que é garoto de programa, foi preso após matar um arquiteto e professor universitário, de 64 anos, e tentar roubar os cartões e dinheiro da conta bancária da vítima. A polícia foi acionada após o setor de segurança do banco perceber que a cabeça do professor estava sendo erguida pelo braço de outra pessoa  para destravar o reconhecimento facial.

A localização da vítima foi encontrada e o suspeito do crime, José Henrique Aguiar Soares, foi abordado na calçada do prédio e levantou desconfiança após mentir sobre a própria identidade. Os agentes, então, foram até o apartamento da vítima e encontraram a residência trancada. Após arrombarem a porta, o corpo da vítima foi achado no banheiro com um crucifixo na mão e uma corda enrolada no pescoço.

O suspeito confessou ter matado o professor e tentado transferências bancárias para a sua conta e compras com o cartão da vítima. Em uma das tentativas de acessar as contas do docente, o jovem usou a imagem para concluir a validação biométrica.

IDOSO MORTO

A mulher levou o corpo do idoso a agência bancária de Bangu para tentar fazer empréstimo de R$ 17 mil em nome dele. Ela foi presa após funcionários da instituição financeira suspeitarem do caso.

Érika de Souza Vieira Nunes levou Paulo Roberto Braga, de 68 anos, que seria tio dela, até a agência bancária para tentar fazer um empréstimo de R$ 17 mil em nome dele. Lá, os funcionários suspeitaram do caso e resolveram filmar a situação.

Na delegacia, Érika afirmou aos policiais ser cuidadora do homem, que seria tio dela. Nas imagens gravadas pelos funcionários do banco, ela aparece segurando a cabeça de Paulo.

Em determinado momento, a mulher simula conversar com o idoso. “Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, o que eu posso fazer, eu faço”, diz ela.

Durante o atendimento, a mulher ainda reclama do idoso, que estaria lhe dando “dor de cabeça”. “Assina para não me dar mais dor de cabeça, eu não aguento mais”, diz.

Estranhando a situação, uma atendente do banco afirma: “Acho que ele não está bem”. Então, a mulher questiona se o homem gostaria de ir para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Ele não diz nada, ele é assim mesmo. Tio, você quer ir para o UPA de novo?”

A polícia investiga o crime de furto mediante fraude ou estelionato. Imagens de segurança serão checadas para verificar se outras pessoas participaram da ação. O Instituto Médico Legal (IML), para onde o corpo foi levado, deve ajudar a esclarecer o caso.


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