Goiânia, 04/04/2025
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Alunos de Cmeis esperam normalidade após mais de 80 dias com aulas irregulares

18/04/24

Após mais de 80 dias do início do ano letivo na rede municipal de educação de Goiânia, muitos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) ainda enfrentam a falta de professores, prejudicando o andamento das atividades. Como resultado, algumas unidades têm operado em esquema de revezamento ou oferecido aulas em tempo parcial. A Secretaria Municipal de Educação (SME) assegura que o atendimento será normalizado até o final desta semana, com a lotação dos convocados no processo seletivo simplificado.

Mães entrevistadas pela TV Anhanguera compartilham o desafio enfrentado com a irregularidade nas escolas. Para elas, a situação tem perturbado suas rotinas, exigindo ajustes nos horários para lidar com o cuidado das crianças, o trabalho e outras responsabilidades. Além disso, apontam as dificuldades no processo de aprendizado dos filhos.

As aulas na rede municipal iniciaram em 22 de janeiro, com reportagens já destacando a falta de professores nos Cmeis e escolas. Algumas instituições que oferecem aulas em tempo integral tiveram que reduzir o período de funcionamento, enquanto em outras, os alunos eram supervisionados por coordenadores e auxiliares.

O edital para a contratação de temporários foi anunciado em dezembro do ano passado, mas só foi publicado no final de janeiro. Até agora, a SME realizou três convocações, contemplando áreas como professores de área, pedagogos, agentes de apoio educacional, assistentes administrativos e auxiliares de atividades educativas. Entretanto, de acordo com a secretaria, apenas 1.174 dos 5.274 profissionais convocados foram efetivados até o momento.

A SME afirma que a lotação dos novos profissionais até sexta-feira, 19, resultará na normalização do atendimento nas instituições. O impacto da falta de servidores nas unidades não foi especificado, mas a secretaria informa que precisa de mais tempo para fazer uma avaliação.

Ao mesmo tempo, servidores administrativos deflagraram greve em fevereiro, exigindo um plano de carreira. Embora o movimento tenha encerrado em março, as famílias continuaram enfrentando dificuldades para manter as crianças nas escolas e Cmeis. A SME atribuiu o atraso na convocação dos temporários a tratativas com o Ministério Público para definir os números de convocações.


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