21/04/24
Ao recordar o histórico político do ex-governador Marconi Perillo, surgem episódios que marcaram sua trajetória e perfil, incluindo uma condenação por caixa 2. Em outubro de 2020, o juiz Wilson da Silva Dias, da 133ª Zona Eleitoral, sentenciou Perillo a prestar serviços comunitários e pagar multa de R$ 18 mil por utilizar caixa 2 na campanha eleitoral de 2006. O político, atual presidente nacional do PSDB, foi absolvido de crimes como peculato, associação criminosa e fraude processual. Inicialmente, a pena de Perillo era de 1 ano e 8 meses de prisão em regime aberto, mas foi substituída por serviços comunitários de 1 hora diária.
A denúncia contra o ex-governador foi feita em 2008 pelo procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel. Marconi foi acusado de fraude eleitoral para ocultar a origem ilícita dos recursos utilizados em suas campanhas, provenientes de doações vedadas e caixa 2, além de simular a regularidade das contas prestadas à Justiça Eleitoral após as eleições gerais de 2006. O Ministério Público Federal (MPF) destacou adulteração de contratos de carro de som, simulação de contratação de empresas para pagamento de despesas de campanha e uso de notas fiscais frias.
O processo estava em andamento no Superior Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado de Marconi. No entanto, após sua renúncia ao cargo de governador em 2018, o caso foi transferido para a Justiça Eleitoral.
Na época da sentença, a defesa de Perillo emitiu uma nota considerando a decisão "absurda" e expressou surpresa com o veredicto. Afirmou também que buscaria a absolvição nas instâncias superiores, ressaltando que as contas eleitorais de 2006 foram aprovadas pelo TRE-GO e que os eventos do processo ocorreram no segundo turno, do qual Marconi não participou.