24/04/24
A ossada de um policial militar foi encontrada na casa em que ele morava, em em Pirenópolis, a cerca de 150 km de Goiânia. Segundo a Polícia Civil (PC), o corpo de Clédio Vilela Cardoso, de 50 anos, foi devorado pelos seus cachorros dias após a morte. A causa ainda será analisada pela perícia.
O delegado Tibério Martins, que está no caso, explicou que o policial estava atualmente na reserva e tinha contato com familiares e amigos, mas sumiu sem dar notícias e então começaram a procurar por ele. Na casa ele tinha aproximadamente seis cachorros. A informação é do jornal O Popular.
Os familiares e amigos próximos, perceberam que ele ficou muito tempo sem dar notícias, e não apareceu na igreja que frequentava também. Então começaram a procurar", disse o delegado.
Segundo Tibério, uma vizinha contou aos familiares que tinha visto Clédio no dia 8 de abril, então foram até a casa dele e acharam uma ossada caída na varanda. O delegado disse que a casa fica em um local de difícil acesso, distante da cidade.
Provavelmente os animais devoraram, porque ficaram sem alimento depois que ele morreu", explica
Sobre os indícios encontrados na casa, o delegado disse que não havia manchas de sangue em nenhum lugar. De acordo com ele, isso indica que não houve morte violenta e que os animais só devoraram o corpo alguns dias depois da morte. "Não houve derramamento de sangue quando ele foi devorado", esclareceu.
De acordo com Tibério, os ossos estavam do lado de uma mesa com uma cadeira virada e um caderno com anotações, tudo intacto desde então. O investigador acredita que ele possa ter passado mal.
Nós vamos continuar as investigações para excluir a participação de terceiros. Não havia nenhuma evidência de que alguém esteve no local, nada foi mexido e nem levado. Os objetos pessoais, chave e o carro estavam todos no local", contou o delegado.
Ainda segundo o investigador, o laudo vai mostrar se existe alguma fratura no corpo de Clédio que possa evidenciar se ele sofreu alguma agressão física. Tibério disse que mesmo prejudicado pela ação dos animais ainda é possível constatar se houve violência externa.
A polícia pretende ainda ouvir familiares e amigos nos próximos dias para entender como era o convívio do policial com as pessoas próximas.