24/04/24
Desaparecida há 45 dias, Fábia Cristina Santos, de 43 anos, teve seu corpo sepultado na manhã desta quarta-feira, 24/04, em Quirinópolis. A ossada da mulher, que estava desaparecida desde o dia 9 de março após sair para uma missa com o marido, foi encontrada na segunda-feira, 22, pela Polícia Militar (PM) em um matagal entre Trindade e Goianira.
O Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia liberou o corpo da pedagoga na noite desta terça-feira, 23/04. A Polícia Técnico-Científica confirmou a identidade da ossada como sendo de Fábia por meio de exames na arcada dentária. A corporação identificou ainda indícios de que a vítima pode ter sido morta de forma violenta, mas a forma como o crime foi praticado ainda é investigada.
O principal suspeito do crime é o marido da pedagoga, Douglas José de Jesus, que usava o nome falso de Wander José de Jesus. O caminhoneiro, antes tratado como desaparecido, era o motorista do carro onde a esposa foi encontrada morta. Agora, ele é considerado foragido da Justiça.
Douglas, porém, já era foragido e responde por um duplo homicídio ocorrido em Quirinópolis no ano de 1996, tendo assumido a identidade de Wander para fugir da polícia no ano seguinte, em 1997. Na época, ele cometeu o crime com a ajuda de um tio, mas nunca foi preso, passando a ser procurado por mais de 20 anos.
Carro encontrado
O carro utilizado pelo casal foi encontrado nesta segunda-feira, 22, mais de um mês depois do desaparecimento da pedagoga e do caminhoneiro. Eles foram vistos pela última vez no dia 9 de março, depois de sair de Goianira rumo a uma missa, em Quirinópolis.
O cadáver de Fábia estava do lado de fora do veículo, em estado esquelético. O comandante do Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM), tenente-coronel Geraldo Pascoal, informou que o carro estava dentro de um matagal em uma zona rural entre Goianira e Trindade.
“Recebemos uma denúncia vaga de que um carro estaria no meio do mato fechado, de cerca de dois metros de altura. Ao chegar no local, a equipe entrou no mato e se deparou com o corpo e o veículo. Eles puxaram a placa e viram que o carro estava no nome da Fábia”, explicou Pascoal.
O corpo, segundo o comandante, estava cerca de 80 metros para dentro do matagal, próximo a uma área que estava sendo preparada para o plantio. Porém, para chegar no local, é preciso percorrer uma estrada de chão, além de uma porteira.