22/12/23
Na quarta-feira, 20, Amanda Partata, advogada presa em Goiânia sob a suspeita de envenenar e matar o ex-sogro e a mãe dele, negou qualquer envolvimento no crime. As vítimas morreram no domingo, 17, horas após o suposto envenenamento, e a polícia investiga o caso como um crime premeditado motivado pelo término do relacionamento entre Amanda e Leonardo, filho e neto das vítimas.
Embora a suspeita tenha negado as acusações, a Polícia Civil afirma ter provas das ameaças que Amanda teria feito ao ex-namorado e seus familiares, tanto por meio de ligações quanto nas redes sociais. No entanto, a advogada não está colaborando com a investigação e recusou permitir o acesso de investigadores ao seu celular, que permanece bloqueado.
O delegado Carlos Alfama, responsável pelo caso, destacou que o aparelho será periciado, mas a falta de cooperação de Amanda pode dificultar a obtenção de evidências cruciais. As investigações revelaram que Amanda teria criado perfis falsos para ameaçar o ex-namorado e até mesmo mentido sobre uma suposta gravidez na tentativa de reatar o relacionamento.
As vítimas, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, morreram de envenenamento após consumirem alimentos adquiridos por Amanda. Inicialmente, suspeitava-se de uma intoxicação alimentar relacionada a uma famosa doceria local, mas a polícia descartou qualquer ligação com o estabelecimento. Acredita-se que o veneno tenha sido introduzido no suco, pela facilidade de dissolução.