26/04/24
O ex-governador José Eliton e o ex-deputado federal e ex-secretário estadual de saúde, Leonardo Vilela, se tornaram réus em um processo que investiga contratação de uma Organização Social (OS). Eliton assumiu o governo em abril de 2018, quando sucedeu o então governador Marconi Perillo (PSDB), que havia deixado o cargo para ser candidato ao Senado.
As investigações da Polícia Civil começaram em 2022, quando foi realizada uma operação contra o Instituto de Gestão por Resultados (IGPR). À época o Governo de Goiás mantinha contrato de R$ 84 milhões com a OS, responsável por gerir o complexo regulador estadual – responsável por fazer a gestão das vagas de internação, liberação de exames e cirurgias pelo SUS.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), houve crime de peculato, emprego irregular de verbas públicas, corrupção, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Além de José Eliton e Leonardo Vilela, outras 32 pessoas respondem pelos crimes.
Na denúncia, o juiz Alexandre Pacheco afirmou que, possivelmente, existia uma complexa organização criminosa composta por dezenas de membros, que atuavam para a prática de delitos graves, com a finalidade de desviar verbas públicas por meio da OS. Foi dado o prazo de 10 dias para que os 34 réus se manifestem.
Respostas
José Eliton disse à rádio CBN Goiânia que as acusações são falsas e buscam apenas desgastar a imagem dele. Porém, depois de ser derrotado na tentativa de reeleição, em 2018, o ex-governador não disputou mais eleições e faz poucas aparições públicas.
O ex-secretário Leonardo Vilela disse à CBN que desconhece a denúncia e não iria se manifestar. Já o IGPR afirmou que não é parte da ação penal e que nenhuma das pessoas denunciadas integram o quadro de funcionários.