27/04/24
Após o ex-governador de Goiás José Eliton e outras 32 pessoas se tornarem réus em um processo que investiga a contratação da organização social Instituto de Gestão por Resultados (IGPR) pelo Governo do Estado, durante sua gestão, o ex-governador e presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, ainda não se manifestou em defesa de seu antigo pupilo, que agora é réu em denúncia de contrato milionário.
O contrato em questão, destinado à administração do complexo regulador da saúde, foi firmado no valor de R$ 84 milhões. Em 2022, após investigações da Polícia Civil, uma operação foi realizada contra o IGPR, resultando em denúncias que incluem crimes como peculato, emprego irregular de verbas públicas, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
O juiz Alexandre Pacheco, responsável pelo caso, apontou a existência de uma possível e complexa organização criminosa composta por dezenas de membros, acusados de desviar verbas públicas por meio da organização social.
José Eliton, por sua vez, negou as acusações, classificando-as como falsas e parte de uma estratégia para desgastar sua imagem. Já o ex-secretário de Saúde Leonardo Vilela afirmou desconhecer a denúncia e optou por não se manifestar. A organização social IGPR, por sua vez, alegou não ser parte da ação penal e que nenhum dos denunciados integra seu quadro de funcionários.
Eliton, que assumiu o Governo de Goiás em 2018 após a renúncia de Marconi Perillo, tentou se reeleger em 2018, mas ficou em terceiro lugar na disputa. Em março de 2022, trocou o PSDB pelo PSB em uma tentativa de viabilizar uma nova candidatura ao governo, que não se concretizou.