27/04/24
Nos corredores das unidades de saúde de Goiânia o cenário é de angústia e longas esperas para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A combinação de surtos de dengue, doenças respiratórias e a escassez de médicos tem gerado filas que chegam a durar até 10 horas em locais como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centros de Atenção Integrada à Saúde (Cais) e Centro Integrado de Atenção Médico-Sanitário (Ciams).
Uma equipe da TV Anhanguera percorreu essas unidades e testemunhou uma realidade alarmante: pacientes deitados no chão por falta de cadeiras, em meio a um ambiente precário e de desespero. Diante desse panorama, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) orienta os pacientes a buscarem as Unidades de Saúde da Família (USFs). No entanto, a realidade nessas unidades muitas vezes não é diferente, com falta de médicos e disponibilidade apenas mediante agendamento.
Enquanto a SMS tenta minimizar a gravidade da situação, os pacientes de Goiânia enfrentam uma dura realidade: longas horas de espera em filas que parecem não ter fim, sem uma solução imediata à vista. A discrepância entre o discurso oficial e a vivência dos cidadãos expõe uma crise profunda na saúde pública da capital goiana, onde os mais vulneráveis são os que mais sofrem.