03/05/24
O prefeito Rogério Cruz (Solidariedade), em entrevista ao Mais Goiás, revelou que uma nova reforma administrativa pode estar nos planos para os próximos meses, especialmente às vésperas das convenções, previstas para agosto. Cruz destacou a importância do planejamento e não descartou a possibilidade de mudanças na estrutura administrativa da Prefeitura de Goiânia.
Além disso, o prefeito abordou o relacionamento com a Câmara de Vereadores de Goiânia durante o período pré-eleitoral e ressaltou que os parlamentares que compõem sua base devem tomar decisões estratégicas em relação a futuros apoios eleitorais.
Um dos pontos destacados foi o caso específico de vereadores como o presidente do Avante em Goiás, Thiallu Guiotti, que faz parte da gestão de Cruz e tem indicações no primeiro escalão do Paço Municipal e também integra o grupo que declarou apoio à pré-candidatura de Sandro Mabel (União Brasil). Sobre isso, Cruz afirmou que as decisões políticas devem ser tomadas no momento certo, tanto por ele quanto pelos vereadores.
“O Avante está conosco na gestão, mas é uma decisão que ele precisa tomar mais para frente. Como nós estamos fazendo gestão e o Avante tem a secretária de Esportes, que está fazendo um excelente trabalho frente a ela, mais para frente quando chegar o momento de decisão política, tem de haver decisão da minha parte ou da parte dele”, disse
O prefeito optou por adotar uma postura de maior liberdade aos parlamentares, reconhecendo que mudanças podem ocorrer no decorrer do processo político. Ele ressaltou a importância das conversas e do diálogo para evitar erros e manter a estabilidade da base política.
Sobre sua saída do Republicanos, Cruz admitiu ter sido pego de surpresa com a decisão do partido e destacou que optou pelo Solidariedade devido ao seu relacionamento com a direção nacional e estadual da legenda. Ele revelou que não considerou exonerar indicações do Republicanos na Prefeitura de Goiânia e encarou todo o processo com naturalidade.
“Recebi o recado numa quarta-feira à tarde, pois teria até sábado para definir”, salientou, destacando o prazo da janela partidária que finalizou no sábado, 6.
“O bom é que deu tempo para encontrar outro partido”, destaca. Ele revela que, antes de bater o martelo com relação a sua filiação, considerou três legendas, além do Solidariedade: PP, PDT e PRTB. “O que eu me senti mais seguro foi o Solidariedade por vários assuntos. Tenho um certo relacionamento com o presidente estadual, o nacional, enfim. Definimos isso na sexta-feira a noite e no sábado a tarde eu fiz a alteração”, pontuou.
Embora tenha enfatizado seu foco na gestão municipal, Cruz afirmou que monitora de perto as decisões do Republicanos em âmbito nacional e estadual, sugerindo que poderá tomar decisões futuras com base nessas informações.