03/05/24
Em 2023, dois pré-candidatos à prefeitura de Goiânia entraram em conflito. O senador Vanderlan Cardoso (PSD) representou judicialmente contra o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL), por ter sido chamado de “vagabundo” nas redes sociais. Cardoso alega que foi injuriado, caluniado e difamado pelo deputado goiano por ter votado no correligionário Rodrigo Pacheco (PSD) para sua reeleição à presidência do Senado.
Gustavo Gayer encabeçou um movimento para alavancar a então candidatura do senador Rogério Marinho (Podemos), adversário de Pacheco na eleição do Senado. Nas postagens, Gayer pretendia insuflar os eleitores a cobrarem dos seus senadores o voto em Marinho, sob o argumento de que Pacheco seria o candidato do presidente Lula. Pacheco venceu a eleição por 49 votos a 32, e isso irritou o deputado do PL, que partiu para ofensas pessoais contra os senadores goianos Vanderlan Cardoso e Jorge Kajuru (PSB).
“Nós não vamos esquecer. Em Goiás, Vanderlan Cardoso e Kajuru, dois vagabundos que viraram as costas para o povo em troca de comissão, não é não, Vanderlan? Eu tenho minhas convicções. Eu quero pegar a minha comissão, não é não, Vanderlan? Quero ver o senhor ser candidato a prefeito agora, seja candidato a prefeito. O Kajuru já é uma caricatura. O Kajuru ninguém fala com ele, que ele é um doido varrido”, teria dito Gayer em vídeo publicado nos seus canais na internet.
Na notícia-crime apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Vanderlan pede a condenação dos responsáveis pelos crimes de difamação, calúnia e injúria, além da “implementação de medida cautelar criminal visando evitar reiteração criminosa, com proibição de perpetuação da veiculação do material ofensivo e ainda a “suspensão do exercício da função pública” do ofensor.