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Autoridades do Rio Grande do Sul desmentem Fake News do goiano Pablo Marçal sobre doações

08/05/24

Autoridades do Rio Grande do Sul desmentiram as informações falsas que circulavam nas redes sociais sobre doações destinadas às vítimas da tragédia provocada pelas intensas chuvas. A fake news, difundida pelo coach goiano Pablo Marçal, alegava que caminhões com donativos estavam sendo barrados em postos fiscais devido à suposta exigência de notas fiscais pela Secretaria da Fazenda. No entanto, o nome de Marçal não foi citado nas notas divulgadas pelas autoridades gaúchas.

A Polícia Civil do estado confirmou estar conduzindo oito investigações para apurar os casos de disseminação de informações incorretas. A Brigada Militar divulgou um vídeo em suas redes oficiais desmentindo a alegação. As autoridades enfatizaram que não há qualquer bloqueio ou solicitação de notas fiscais para os veículos que transportam doações às áreas afetadas. Pelo contrário, as medidas de fiscalização foram suspensas para agilizar o envio de ajuda às pessoas em situação de vulnerabilidade.

"Estamos conduzindo investigações para responsabilizar todas as pessoas que disseminam pânico e fake news, aproveitando-se da crise humanitária que enfrentamos atualmente para obter ganhos financeiros", declarou o chefe de polícia, delegado Sodré.

Em nota conjunta com o perfil do Instagram do Governo do Estado, o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, reiterou que não há nenhum entrave ou exigência de notas fiscais para os veículos que transportam doações. A prioridade é facilitar a chegada de assistência às pessoas atingidas pelas chuvas.

As fortes chuvas que assolam o Rio Grande do Sul já causaram 90 mortes confirmadas, 132 desaparecidos e 361 feridos até esta terça-feira, 7. Desde o início dos temporais, em 27 de abril, mais de 1,3 milhão de pessoas foram afetadas no estado, conforme relatório da Defesa Civil. Mais de 155 mil pessoas estão desalojadas e outras 48 mil encontram-se em abrigos, ultrapassando os números da última tragédia ambiental no estado, em setembro de 2023, quando 54 pessoas perderam a vida.


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