08/05/24
Comerciantes da Avenida Anhanguera temem que a via seja esvaziada com a pedestrianização do trecho de 700 metros localizado entre a Araguaia e Tocantins, no Centro de Goiânia.
O projeto de iniciativa da gestão Rogério Cruz quer restringir o trânsito de veículos particulares e priorizar a circulação de pedestres, mas lojistas apontam que a região já não conta com grande fluxo de transeuntes, e que não há atrativos para eles.
A ideia é proibir o fluxo de carros, motocicletas, e outros veículos automotores particulares na Avenida Anhanguera. Para isso, a calçada seria ampliada, formando um ‘calçadão’, e o trânsito ficaria livre apenas para transporte coletivo, pedestres e ciclistas.
Ao ser divulgado em outubro passado, o plano de pedestrianização englobava, ainda, partes das Ruas 6, 7, 8 e 9, e da 23, no entorno do Teatro Goiânia, e a Praça José Ximenes, no miolo da quadra entre a Rua 3, Avenida Araguaia e Avenida Anhanguera.
A lojista Joana Darc da Costa, de 55 anos, que ocupa um ponto localizado entre outras lojas já fechadas, opina que a medida não funcionaria pela falta de transeuntes. “Pessoal não anda mais no Centro. Com a obra da Avenida Goiás (do BRT Norte-Sul) o movimento caiu demais. Agora que melhorou e o povo começou a circular. Mas se colocar esse projeto (pedestrianização), o Centro vai acabar”, alertou.