23/12/23
Após pouco mais de dois meses desde que Wilson Pollara assumiu a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, o secretário agora revela planos para transferir a Maternidade Dona Iris para o governo estadual, ao sugerir que a unidade deve focar exclusivamente em casos de alta complexidade. A justificativa é uma suposta reorganização das atribuições entre atenção básica e especializada, com a promessa de redistribuir partos e atendimentos ambulatoriais pela rede municipal. Entretanto, a iniciativa levanta preocupações sobre a capacidade da gestão de enfrentar os desafios internos antes de propor mudanças estruturais.
Em entrevista ao jornal O Popular, Pollara minimiza a situação financeira da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), responsável pela administração das maternidades, e insiste em chamar a questão de "fluxo de caixa". Apesar de negar dívidas, ele reconhece ter repassado R$ 55 milhões à Fundahc, indicando uma relação financeira delicada. Os repasses mensais foram renegociados, e, segundo o secretário, em janeiro de 2024, um novo edital será lançado para a construção de 12 unidades de saúde, acompanhado do início dos exames do Corujão da Ultrassonografia.
A proposta de transferir a Maternidade Dona Iris para o Governo de Goiás levanta questões sobre a eficácia da medida diante de desafios internos enfrentados pela rede de saúde municipal. A falta de clareza nos detalhes da transição e o histórico recente de greves médicas evidenciam a necessidade de uma abordagem mais consistente e estratégica antes de propor mudanças significativas na estrutura de atendimento à saúde.
Enquanto o secretário aponta para o futuro, a crítica recai sobre a gestão que, até o momento, não demonstrou a eficiência necessária para resolver os problemas já existentes na área da Saude.