14/05/24
Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia estão preocupados com a falta de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) móveis no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da capital. A ausência de médicos para essas ambulâncias, conhecidas como Unidades de Suporte Avançado (USAs), destinadas a casos mais graves, é atribuída à negligência do prefeito Rogério Cruz, que, segundo eles, demonstra um verdadeiro descaso com a saúde.
Segundo informações obtidas pela TV Anhanguera, apenas três médicos estavam escalados para o plantão desta segunda-feira, 13, e nenhuma das USAs estava em operação. Uma profissional, que preferiu não se identificar, expressou constrangimento, relatando que frequentemente se encontra sozinha para atender toda a capital, incapaz de fornecer um serviço de qualidade.
Em resposta à TV, a Secretaria de Saúde do município declarou que, dos sete médicos escalados para o turno, quatro estavam ausentes devido ao fato de apresentar atestado médico. Acrescentou ainda que está trabalhando para mudar o modelo de funcionamento do Samu, visando evitar imprevistos como esse.
Na última quinta-feira, 9, o Ministério da Saúde anunciou, no Diário Oficial da União, um corte de metade dos fundos destinados ao Samu de Goiânia. Essa decisão foi resultado de uma auditoria realizada entre 2023 e janeiro deste ano, que descobriu que a Secretaria Municipal de Saúde estava reportando informações falsas sobre ambulâncias avariadas ou sucateadas, alegando que estavam em pleno funcionamento.
Em abril deste ano, a Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar irregularidades no recebimento de verbas do governo federal para a manutenção desses veículos. A Secretaria Municipal de Saúde alegou que, devido aos custos elevados de manutenção, optou pelo processo de locação, que é cerca de 30% mais barato.