14/05/24
Uma família em Goiânia vivenciou momentos de angústia nesta segunda-feira, 13, quando uma idosa com pneumonia só conseguiu ser transferida do Cais para um hospital após os familiares pagarem R$ 600 por uma ambulância privada. A empresa contratada foi a Medcare Remoção Especializada. Durante a manhã, não havia nenhuma unidade móvel do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com equipe médica completa disponível para o atendimento em toda Goiânia. A situação continuou crítica durante a tarde, quando apenas uma unidade voltou a funcionar.
Médicos relatam estar sobrecarregados e afirmam que a demora no atendimento está prejudicando a prestação de socorro. "Um paciente morreu por falta de ar porque não tinha viatura. Eu era a única viatura para atender Goiânia inteira e cheguei lá com 32 minutos. Ele já estava roxo e eu não pude fazer nada. Eu não estou falando que iria salvá-lo, mas poderia ter ajudado e não consegui", desabafou uma médica em entrevista à TV Anhanguera sobre outro caso que não teve a mesma sorte da idosa.
A situação revela não apenas a falta de estrutura do serviço de saúde na região, mas também a vulnerabilidade das famílias diante da necessidade de arcar com altos custos para garantir o atendimento adequado a seus entes queridos. Enquanto isso, a sobrecarga dos profissionais de saúde e a escassez de recursos no sistema público continuam a comprometer a qualidade e a rapidez no atendimento de emergência.