24/12/23
O prefeito Rogério Cruz (Republicanos) está sob intensa pressão e questionamentos devido à sua busca por um empréstimo de R$ 700 milhões em ano eleitoral. O que levanta sérias dúvidas sobre a saúde financeira da Prefeitura de Goiânia. Apesar das negativas, Cruz enfrenta dificuldades em explicar a real necessidade do montante e as circunstâncias envolvidas.
Em declarações recentes, Rogério Cruz negou que a prefeitura encerrará 2023 no vermelho e tentou assegurar que haverá a entrega de mais de 100 obras em 2024, com uma suposta priorização das obras de média complexidade. Contudo, ao ser questionado sobre a principal dificuldade da administração, Cruz evitou apontar para a questão financeira, mesmo após solicitar autorização da Câmara Municipal para o significativo empréstimo.
A tentativa de justificar a necessidade do empréstimo tornou-se um desafio para o prefeito, especialmente diante da resistência na Câmara Municipal de Goiânia. Inicialmente apresentado como uma medida essencial para garantir a continuidade das obras, Cruz agora sugere que o empréstimo é uma precaução diante das incertezas da reforma tributária e das mudanças na economia nacional.
A falta de transparência e coerência na explicação levanta suspeitas quanto à real motivação por trás do empréstimo alimenta preocupações legítimas entre os vereadores. A gestão de recursos públicos exige uma prestação de contas clara e consistente, algo que parece estar ausente no caso do empréstimo de R$ 700 milhões proposto por Rogério Cruz.