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Nikolas reconhece que Gustavo Gayer divulgou desinformação no caso do PL 8889 e pede atenção à militância

18/05/24

Em uma ação de correção de curso, o deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG) reconheceu que seu colega Gustavo Gayer (PL-GO) divulgou desinformação sobre a votação do PL 8889/2017, apelidado de "PL da Globo". Em um vídeo divulgado na última quarta-feira, 15, ao lado de Gayer e de outras duas deputadas do partido, Nikolas pediu à militância que tenha atenção com informações falsas que circulam nas redes.

A confusão começou na sessão da terça-feira, 14, quando Gustavo Gayer acusou a deputada Sylvie Alves (UB-GO) de ter votado a favor do projeto, que regulamenta a oferta de serviços de conteúdo audiovisual por demanda. No entanto, o PL 8889/2017 não foi votado; a lista divulgada por Gayer referia-se à votação do requerimento de urgência para a tramitação do texto, ocorrida em agosto do ano passado. 

A desinformação disseminada por Gayer gerou repercussão negativa e confusão entre os próprios parlamentares do PL. Nikolas Ferreira, ao perceber o impacto da divulgação errônea, tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Queremos aqui fazer um esclarecimento para todos. Ontem não ocorreu a votação do PL da Globo. Saiu aí, em diversos locais, que as deputadas do PL teriam votado a favor do PL da Globo, o que é uma mentira. O que ocorreu foi que houve a votação da urgência desse projeto. A urgência não diz respeito ao mérito, não quer dizer que quem votou a favor da urgência esteja a favor do mérito. Portanto, fiquem atentos, porque há desinformação”, explicou.

Apesar de não mencionar explicitamente que a desinformação partiu de Gayer, Nikolas Ferreira destacou a importância de verificar as informações antes de disseminá-las. “É essencial que todos nós, especialmente em tempos de polarização e fake news, tenhamos cuidado com o que compartilhamos. A votação da urgência não implica apoio ao conteúdo do projeto, e precisamos ser claros sobre isso para evitar mal-entendidos", acrescentou.

Essa ação conjunta visa não apenas corrigir a informação equivocada, mas também resguardar a integridade do debate político dentro do Partido Liberal e evitar que disputas internas prejudiquem a coesão do grupo. A confusão serviu como um alerta sobre os perigos da desinformação, especialmente em um ambiente político tão sensível e observado como o atual.


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