20/05/24
Em 2022, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) ensaiou aliança eleitoral com o PT, mas acabou disputando vaga ao Senado em voo solo. Sem candidato ao governo e à presidência, a campanha do tucano sucumbiu. Foi derrotado pelo empresário Wilder Morais (PL), figura que o próprio Marconi havia arrastado para a política anos antes.
Desde que assumiu a presidência nacional do PSDB, Marconi passou a ser um crítico voraz do presidente Lula. Inicialmente, o discurso do tucano era visto com uma tentativa de resgatar o PSDB autêntico, dos tempos em que sob o comando de Fernando Henrique Cardoso fazia ferrenha oposição ao PT de Lula.
Agora o cenário mudou. Com a ascensão de Jair Bolsonaro à presidência, em 2018. Marconi pertence a um tipo de político que demorou a visualizar a força da direita e da extrema-direita no País, um dos motivos pelos quais acabou varrido. Claro, pesaram também os desgastes dos anos de poder.
Agora, Marconi tenta se recuperar aproximando-se do bolsonarismo. Para isso, além de atacar o governo Lula, os marconistas alimentam uma aproximação com Wilder Morais, de olho na sucessão estadual de 2026. A informação é da coluna Giro, de O Popular.
Será que a nova guinada política de Marconi, nessa altura, será bem recebida pelo eleitorado goiano?