Goiânia, 04/04/2025
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Relembre: Irmão do principal apoiador de Vanderlan já foi preso em operação por corrupção em Organização Social

23/05/24

Em janeiro de 2023, Daniel Alexandrino, irmão do ex-secretário de Saúde de Goiás Ismael Alexandrino foi preso durante uma operação da Polícia Civil que investigava fraudes na contratação de empresas por meio de uma Organização Social (OS) responsável por serviços médicos em hospitais do estado. Daniel foi detido em São Luís de Montes Belos, enquanto Ismael foi alvo de mandados de busca e apreensão em Goiânia. Atualmente, Ismael Alexandrino é um dos principais apoiadores de Vanderlan Cardoso (PSD) na pré-candidatura à Prefeitura de Goiânia.

Outras duas pessoas, apontadas como laranjas no esquema, também foram presas. Em nota à época, a defesa de Ismael Alexandrino afirmou que ele estava colaborando com a investigação e que, durante sua gestão na Secretaria de Estado da Saúde (SES), sempre garantiu total transparência nos processos da pasta. 

A defesa de Daniel Alexandrino nunca se manifestou sobre o caso. Daniel é médico cirurgião vascular e angiologista. Segundo a investigação, ele seria o verdadeiro dono de uma empresa registrada em nomes de laranjas, a qual prestava serviços para uma organização social. A operação cumpriu três mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão, além do bloqueio de bens dos investigados.

As investigações tiveram início após a polícia receber informações sobre irregularidades nos contratos de gestão da OS Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (IBGC), que havia terceirizado serviços para a empresa Amme Saúde. A empresa, registrada em nomes de laranjas, pertencia, de fato, a Daniel Alexandrino.

A OS administrava cinco hospitais no estado. Nos contratos com o Hospital Estadual de Itumbiara e as Policlínicas das Regionais de São Luís dos Montes Belos e da cidade de Goiás, suspeita-se que houve direcionamento à empresa terceirizada por meio de processos de contratação simulados. O valor dos contratos entre a Secretaria de Estado da Saúde, a IBGC e a Amme Saúde ultrapassa R$ 10 milhões. Os crimes investigados incluem organização criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.


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