26/12/23
A Equatorial, responsável por uma intervenção para evitar riscos de apagões na rede elétrica, está obrigada a doar 3.480 mudas de árvores nativas do Cerrado à Prefeitura de Goiânia como compensação pela retirada de 116 árvores na faixa de servidão da Linha de Distribuição Elétrica 138kv Carajás-Atlântico. A intervenção ocorre nas proximidades das Ruas F-38 e F-39 do Setor Faiçalville.
Contudo, diante dessa medida compensatória, surge uma questão que paira no ar: quem cobra da Prefeitura pela quantidade significativa de árvores que são derrubadas em ações muitas vezes questionáveis? Esta interrogação ganha mais força quando se observa a constante destruição de árvores para atender aos interesses da gestão do prefeito Rogério Cruz.
A população de Goiânia não precisa se esforçar muito para identificar a extensão da destruição de árvores na cidade, especialmente em ações promovidas pela própria Prefeitura. Recentemente, o prefeito se orgulhou de plantar 170 mudas de árvores no Centro, mas a pergunta que persiste é se o número de árvores cortadas para diversas intervenções e obras tem sido devidamente compensado ou mesmo considerado pela administração municipal.
A atenção para a preservação ambiental deve abranger não apenas as ações de empresas privadas, como a Equatorial, mas também as práticas da própria Prefeitura, que, ao executar obras e intervenções, muitas vezes deixa para trás um rastro de destruição ambiental sem a devida contrapartida ambiental.