31/05/24
A Universidade Federal de Goiás (UFG) recomendou o retorno das aulas para a próxima segunda-feira, 3, após aproximadamente um mês de greve. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o retorno dos professores é imediato, sob risco de sanções, uma vez que a greve da categoria terminou na terça-feira, 28, apesar da continuidade da paralisação dos técnicos-administrativos.
“Existem mensagens falsas circulando nos grupos da universidade atribuídas a uma professora, dizendo que, como a universidade recomenda o retorno no dia 3, ela não precisaria voltar porque é apenas uma recomendação. Mas essa é uma interpretação falsa”, alertou a comunicação da instituição. A reitoria enfatizou que o retorno dos professores é obrigatório e que não seguir a orientação pode resultar em medidas administrativas.
Apesar de muitos estudantes terem retornado para suas cidades natais, a reitoria destacou a necessidade de organização para o retorno gradual das aulas de graduação, pós-graduação e do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae). A UFG informou que muitas atividades já foram retomadas desde a terça-feira, 28.
“Considerando que esta semana foi mais curta, a UFG só foi comunicada oficialmente do fim da greve pelo sindicato na segunda-feira, e concretamente teve apenas dois dias úteis, terça e quarta. Hoje é feriado e amanhã é ponto facultativo, então nada vai funcionar na Universidade. Por isso, foi recomendado o retorno na próxima segunda-feira”, pontuou a comunicação da universidade ao jornal Opção.
A UFG afirmou ainda que as pesquisas não foram interrompidas durante a greve. “Existem pesquisas de mestrado e doutorado, pessoas fora do Brasil, acordos internacionais de pesquisa. A greve foi praticamente só das aulas, e mesmo assim, nem todas as áreas pararam. Algumas áreas de estágio, por exemplo, têm um calendário muito rígido. Quem faz estágio no hospital de doenças tropicais aqui em Goiânia segue um cronograma rígido porque a PUC e a UFG revezam estagiários, então lá também não parou”, esclareceu a instituição.
A paralisação dos professores universitários começou no último dia 7 e se encerrou na terça-feira, 28, após um acordo assinado entre o governo federal e a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes).
Em Goiás, a decisão de encerrar a greve foi tomada por meio de um plebiscito eletrônico organizado pelo Adufg-Sindicato. Ao todo, 820 votos foram favoráveis ao fim da paralisação, enquanto 720 votos foram contrários e 9 abstenções foram registradas. No mesmo dia, a diretoria da entidade sindical informou a reitoria da UFG sobre a decisão.
Outra enquete, realizada simultaneamente, questionava a aceitação da proposta do governo, discutida na Assembleia da Adufg na quinta-feira, 23, que foi marcada por uma confusão resultando em agressão física entre professores de sindicatos diferentes. Na UFG, 794 docentes votaram pela rejeição da proposta, enquanto 652 foram contrários à rejeição, com 20 abstenções registradas.
Na Universidade Federal de Catalão (UFCAT), 34 docentes votaram pela rejeição da proposta do governo e 12 foram contra. Já na Universidade Federal de Jataí (UFJ), 60 votos foram favoráveis à rejeição e 40 contrários. No total das três universidades, 888 votos foram pela rejeição da proposta, 704 contrários e 20 abstenções.