07/06/24
Em um vídeo divulgado nas redes sociais na noite desta quinta-feira, 6, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (SD), classificou a Operação Transata como "perseguição política". No início da gravação, Cruz comentou uma reportagem sobre o caso, afirmando seu compromisso com a transparência e sua disposição para colaborar com as investigações. "E é importante que tudo seja averiguado, trazido à luz. E eu estou à disposição para contribuir com toda e qualquer investigação".
O que chamou a atenção no vídeo é que Rogério Cruz declarou que sua primeira medida após a operação foi "afastar o agora ex-secretário de Infraestrutura". Contudo, na quarta-feira, 5, logo após o cumprimento dos mandados, o prefeito afirmou que a saída de Pereira foi uma decisão voluntária do próprio secretário e a própria publicação do decreto de exoneração informava que havia sido “a pedido”.
"Logo imediatamente convoquei o secretário Denes para uma conversa. Conversamos muito sobre o assunto. Como era um fato já ocorrido anteriormente, foi decidido, a pedido dele, o afastamento para que ele mesmo pudesse acompanhar todo o processo junto às autoridades", declarou Cruz no pronunciamento anterior.
A Operação Transata, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO) através da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) na quarta-feira, 5, investiga fraudes em licitações e contratos envolvendo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). A operação mira o ex-secretário da pasta, Denes Pereira, e líderes de um grupo empresarial suspeitos de usar laranjas para cometer os crimes. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na Seinfra, na residência de Pereira, em empresas e em casas de outras pessoas investigadas.
Denes Pereira já havia sido alvo da Operação Endrôminas em março deste ano, que investigava suspeitas de irregularidades em contratos. Naquela ocasião, outros altos funcionários, como Alisson Borges, da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), e Luan Alves, da Agência de Meio Ambiente, também foram implicados. Borges foi afastado, enquanto Alves pediu para sair do cargo. No entanto, Pereira continuou à frente da Seinfra até a recente operação.