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Deputada goiana aliada de Marconi continua sendo questionada porque assinou projeto polêmico

18/06/24

A deputada federal Lêda Borges (PSDB-GO), aliada do presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, tem sido questionada por ter assinado o projeto de lei 1904/2024, conhecido como PL do Aborto. O projeto, que equipara abortos realizados após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, tem gerado intenso debate e reações adversas de diversos segmentos da sociedade.

Lêda Borges, em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, é experiente. Moradora do Entorno do Distrito Federal, foi vereadora em Valparaíso de Goiás de 2001 a 2004 e, posteriormente, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita da cidade, administrando entre 2009 e 2012. Seu trajeto político também inclui dois mandatos como deputada estadual, além de ter sido Secretária de Estado da Mulher, Desenvolvimento Social, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e do Trabalho durante o governo Marconi Perillo, entre 2015 e 2018.

Em seu primeiro ano de mandato na Câmara dos Deputados, Lêda Borges presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, cargo que ocupou entre 15 de março de 2023 e 6 de março de 2024. Durante sua presidência, destacou-se na defesa de cotas de cadeiras no parlamento para mulheres, reafirmando seu compromisso com a representatividade feminina na política.

Apesar de sua trajetória e dos esforços em prol dos direitos das mulheres, a adesão ao PL do Aborto tem gerado questionamentos sobre sua posição. O projeto de lei, além de equiparar o aborto tardio ao homicídio simples, prevê penas severas, que podem ultrapassar as sanções aplicadas a crimes de estupro. Especialistas argumentam que a proposta coloca em risco a saúde e os direitos das mulheres, especialmente em casos de gravidez resultante de abuso sexual.


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