27/12/23
O presidente nacional do PSDB, ex-governador de Goiás Marconi Perillo, tem optado por uma estratégia política arriscada ao praticamente descartar a possibilidade de uma aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2024 à Prefeitura de Goiânia. Em suas duras críticas aos gastos do governo Lula (PT) neste ano, Marconi não apenas distanciou seu partido do campo progressista, mas também sinalizou uma postura que pode resultar em isolamento político.
Em declarações ao jornal O Estado de S. Paulo, Marconi disse discordar com os números da economia brasileira e afirmou que o país está entrando em um buraco do qual pode ter dificuldade de sair. Suas críticas se concentraram no aumento das despesas do governo, que atingiram 19,2% do PIB no primeiro ano do mandato de Lula. O ex-governador argumenta que endividar-se para crescer não é um caminho responsável.
Ao adotar uma postura crítica em relação ao governo petista, Marconi Perillo, que já lidera um PSDB com presença política diminuída, parece abrir mão de possíveis alianças e se isola eleitoralmente não apenas em Goiás, mas em todo o Brasil. Sua decisão de desconsiderar a possibilidade de apoio à deputada federal Adriana Accorsi (PT) nas eleições de 2024 revela uma abordagem política que pode comprometer as chances do PSDB de conquistar espaço em uma coalizão mais ampla e continuar nanico.