22/06/24
Em entrevista ao jornal O Popular, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Solidariedade), afirmou que a administração municipal não considera a possibilidade de assumir as contas e o passivo acumulado pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A questão, levantada em julgamento pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO), foi rechaçada por Cruz, que defende a busca por novos contratos e a redução dos valores repassados pelo Executivo como solução.
Ao ser questionado sobre como a administração municipal pretende solucionar os problemas da Comurg, o prefeito destacou que estes são herdados de várias gestões. "Agora, o que nós estamos buscando é uma solução prática e objetiva que dê resposta à cidade. Qual é a resposta à cidade? Manter a cidade limpa", afirmou Cruz. Ele explicou que a Comurg possui um contrato com a prefeitura para urbanizar a cidade, incluindo a manutenção de flores, praças e outros serviços. "Mas a proposta é essa, sempre manter a cidade limpa porque é o trabalho que a Comurg tem que fazer como urbanização", ressaltou.
Rogério Cruz falou da parceria entre a prefeitura e a Comurg, destacando que a prefeitura é simplesmente uma contratante dos serviços da Comurg. "Nesse contrato, quem define decisão de servidores é a própria Comurg, o presidente. Eu costumo dizer que a Prefeitura é simplesmente uma contratante da Comurg, que contrata o serviço e a Comurg tem que prestar o serviço", explicou. Ele mencionou um exemplo recente em que o presidente anterior da Comurg afirmou que a companhia não tinha mais condições de manter a cidade limpa, levando a administração municipal a iniciar um processo para manter a limpeza urbana com outra empresa.
Sobre a possibilidade de a prefeitura absorver as contas e o passivo da Comurg, Cruz foi enfático. "A Prefeitura não pode nem pensar em tomar as contas da Comurg para ela. Seria um peso muito grande". Ele lembrou que essa questão já foi discutida em reuniões anteriores, inclusive no TCM, onde ficou claro que a prefeitura não teria condições de assumir tal encargo. "Por isso, foi assinado um TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) para que pudéssemos, a partir do ano que vem, trabalhar para definir essa situação", concluiu o prefeito.