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Site destaca que, sob comando de Marconi, PSDB fica cada vez menor

23/06/24

O PSDB enfrenta um cenário desafiador para as eleições de 2024, com um número significativamente reduzido de candidaturas próprias nas capitais em comparação ao pleito anterior. A crise interna do partido levou à saída de várias lideranças, muitas das quais migraram para partidos da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essas informações foram divulgadas pelo site Blog do Magno.

Presidente do PSDB e ex-governador de Goiás, Marconi Perillo afirmou que o partido deve liderar chapas em "oito a dez" das 26 capitais. Perillo já visitou 19 estados na tentativa de filiar novos políticos e fomentar candidaturas em cidades estratégicas. “Nós estamos cuidando de reestruturar o partido e de buscar candidaturas que possam garantir um número razoável de prefeituras nessas eleições”, declarou. O objetivo é pavimentar o caminho para uma candidatura presidencial em 2026.

Nas eleições de 2020, o PSDB lançou candidatos em 12 capitais e venceu em quatro: São Paulo, Natal, Palmas e Porto Velho. Em 2016, foram 13 candidaturas e sete vitórias, contra 17 lançamentos e quatro triunfos em 2012. Atualmente, apenas duas dessas prefeituras continuam sob controle tucano. Em Palmas e Porto Velho, Cinthia Ribeiro e Hildon Chaves, respectivamente, foram reeleitos em 2020, mas deixarão os cargos neste ano. Em Natal, Álvaro Dias migrou para o Republicanos em 2022, e em São Paulo, o partido perdeu o comando após a morte de Bruno Covas em 2021.

Capitais como Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Belo Horizonte, São Paulo, Goiânia, Campo Grande e Palmas devem ter candidatos tucanos. Em Campo Grande, o deputado Beto Pereira contará com o apoio do governador Eduardo Riedel (PSDB) na disputa contra a prefeita Adriana Lopes (PP). Em Pernambuco, rachado após o rompimento entre a governadora Raquel Lyra (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), o secretário de Turismo Daniel Coelho deve enfrentar o popular João Campos (PSB).

Em São Paulo, a executiva municipal decidiu que o partido não apoiará a reeleição de Ricardo Nunes (MDB), que foi vice de Covas. Caso não consigam um nome eleitoralmente viável para a cabeça de chapa, há a possibilidade de aliança com outro candidato, sendo o apoio à deputada Tabata Amaral (PSB) o mais provável.

Internamente, muitos tucanos reconhecem que o partido enfrentará uma das eleições mais difíceis de sua história. O ex-presidente da sigla e governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, admitiu que "é natural que o PSDB não venha eleger o mesmo número de prefeitos que elegeu em 2020".

O PSDB está em negociações para formar federações com outras legendas, como PDT, Solidariedade e Podemos, com o objetivo de aumentar sua robustez na Câmara, onde atualmente conta com apenas 13 deputados, e no Senado, com apenas um representante, visando fortalecer-se para 2026. Atualmente, o PSDB faz parte de uma federação com o Cidadania.

Nos últimos anos, o PSDB perdeu prefeitos para partidos da base bolsonarista, resultando em um cenário de menor musculatura política. A legenda elegeu 520 prefeitos na última eleição, mas 175 deixaram o partido desde então. Em 2012, o PSDB elegeu 686 prefeitos, e em 2016, 803. Em seu auge, em 2000, o partido comandava 991 prefeituras.

A migração de prefeitos tucanos para partidos da base de Bolsonaro é vista como um reflexo da busca por proximidade com partidos no poder, em busca de conveniências políticas e administrativas. Perillo considera essa movimentação "natural", dado que os prefeitos buscam alinhamento com partidos que estão no comando.

Entre os casos mais recentes, o ex-governador e deputado Beto Richa tentou trocar o PSDB pelo PL, mas a legenda se recusou a liberar o parlamentar, que poderia perder o mandato. Richa é pré-candidato à prefeitura de Curitiba. Além dele, Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus, deixou o partido, apoiou Bolsonaro na campanha à reeleição e participou de manifestações convocadas pelo ex-presidente. O ex-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, fez movimento semelhante.


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