Goiânia, 04/04/2025
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Antes de ser preso, Marconi só elogiava a Operação Lava Jato

27/12/23

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), antes de enfrentar problemas judiciais em 2018, era só elogios à Operação Lava Jato e expressava "forte entusiasmo e esperança" nas ações conduzidas pela operação em março de 2016. No entanto, a análise seletiva do político torna-se evidente ao omitir comentários sobre as Operações Monte Carlo (2012) e Compadrio (2015), que atingiram diretamente seu governo e o próprio Marconi, que seria preso mais tarde.

Um dos protagonistas desses escândalos foi Jayme Rincón, tesoureiro de Marconi Perillo em 2010 e posteriormente presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) em 2011. Envolvido na Operação Monte Carlo em 2012 e exposto novamente na Operação Compadrio em 2015, Rincón viu sua carreira política ser abalada, culminando na descarta oficial de sua candidatura e esvaziamento de suas funções no governo.

Em sua fala de 2016, Marconi também se absteve de mencionar as doações de empreiteiras envolvidas na Lava Jato para sua campanha de 2014, incluindo a Odebrecht, que oficialmente doou R$ 1,8 milhão. Curiosamente, a Odebrecht mantinha contratos milionários com o governo de Marconi, incluindo acordos terceirizados com a Saneago em diversas cidades, visando um faturamento superior a R$ 2,7 bilhões ao longo de 30 anos.


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