27/12/23
Há exatos oito anos, em 15 de dezembro de 2015, a ex-primeira-dama de Goiás Valéria Perillo conquistava uma aposentadoria aprovada de forma unânime pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O benefício concedido contemplava uma remuneração integral de R$ 20.438,94. A trajetória profissional de Valéria na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) remonta à década de 1980. No entanto, por mais de duas décadas, ela ficou afastada de suas funções na Casa.
A aposentadoria, solicitada por ela, foi embasada no período de serviços prestados à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), um detalhe que levanta críticas quanto à validade e coerência desse argumento. No portal do Governo de Goiás, Valéria Perillo é categorizada como uma "ex-servidora pública", sem histórico de concurso e com estabilidade garantida por meio de decreto.
O período em que seu marido, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), esteve no poder, desde 1998, coincide com o afastamento de Valéria de suas funções no Legislativo estadual. Durante os quatro mandatos de Marconi à frente do governo goiano, Valéria continuou a receber remuneração da Alego por seu trabalho na OVG.
Ela liderou a entidade entre 1999 e abril de 2005, retornando ao cargo em 2011 e permaneceu até 2015, quando solicitou sua aposentadoria. Essa sobreposição de papéis e a remuneração acumulada geram debates sobre ética e transparência no serviço público.