27/06/24
Em uma movimentação que causou impacto na pré-campanha eleitoral em Goiânia, o deputado federal Gustavo Gayer anunciou a retirada de sua candidatura à prefeitura. Essa decisão, como apontou o blogueiro José Luiz Bittencourt, trouxe um duro golpe ao PL, que agora enfrenta uma crise de representatividade e de prestígio na principal praça eleitoral do Estado.
Bittencourt destaca que a desistência de Gayer deixou o partido enfraquecido, especialmente porque os substitutos cogitados – Major Vitor Hugo, o ex-deputado estadual Fred Rodrigues e o deputado estadual Delegado Eduardo Prado – não possuem recepção significativa entre os eleitores goianienses. O blogueiro afirma que "se o PL ainda quiser concorrer em Goiânia, terá que se submeter a um deles. Ou inventar um outro provavelmente ainda pior em termos de potencial de votos”, escreveu.
A saída de Gayer também reacendeu a possibilidade de uma aliança com o União Brasil, do governador Ronaldo Caiado, para ocupar a vice na chapa de Sandro Mabel. Esta opção, que estava descartada enquanto Gayer era um candidato viável, voltou a ser considerada diante das circunstâncias adversas. No entanto, Bittencourt alerta que essa aliança não será fácil de concretizar e traz implicações para a sucessão de Caiado, possivelmente entre Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL).
Essa situação complexa se reflete em outras cidades como Aparecida de Goiânia e Anápolis. Em Aparecida, Professor Alcides, candidato do PL, enfrenta o desafio de concorrer contra Leandro Vilela, do MDB, partido aliado do PL em Goiânia. Essa incoerência pode confundir os eleitores e prejudicar a campanha de Alcides. Já em Anápolis, Márcio Correa do PL pode enfrentar menos problemas, visto que ele já possui uma aliança com o MDB local, fortalecida pela possível absorção da adversária Eerizânia de Freitas (União Brasil).