09/07/24
O médico anapolino João Paulo Ferreira Castro foi indiciado por importunação sexual de pelo menos cinco estudantes de medicina ligadas à Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA), que exerciam atividades ligadas ao internato na Santa Casa de Anápolis, onde o suspeito atuava como residente. Ele foi preso na Unidade Prisional Regional no dia 20 de junho, mas solto sete dias depois.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Isabella Joy, há ainda a possibilidade de haver mais vítimas, que não procuraram à delegacia para denunciá-lo.
Na época, inclusive, conforme destaca a autoridade, a suspeita era de que o suposto autor havia cometido o crime contra 53 pessoas.
A defesa do médico negou que as práticas tenham acontecido e afirma que está aguardando a audiência de instrução para que tanto as vítimas quanto João sejam ouvidos pelas autoridades judiciais.
Logo após o surgimento das acusações, o Conselho Regional de Medicina (Cremego) alegou que todas as denúncias sobre o comportamento dos médicos são recebidas, apuradas e tramitam em sigilo.
A UniEVANGÉLICA também apontou que todas as medidas administrativas pertinentes foram tomadas e se colocou à disposição para colaborar com as autoridades.
Nos relatos prestados à PC, as vítimas relataram sofreram recorrentes assédios e abusos de autoridade, incluindo brincadeiras de duplo sentido, insinuações diretas de atos sexuais e até toques físicos, como colocar a mão na cintura, apertar o braço e comentários não profissionais nas redes sociais.
Na época, um grupo foi criado no WhatsApp com o intuito de juntar relatos. Quatro vítimas procuraram a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) para denunciar a situação.