09/07/24
Em 13 de junho de 2014, Goiânia viveu um dia de extrema violência, com a impressionante marca de 11 homicídios registrados em diversas regiões da cidade. A onda de assassinatos, documentada pelas polícias Civil e Militar, incluiu três mortes no Setor Lorena Park, duas no Setor Novo Mundo, duas no Setor Chácara do Governador e uma nos setores Pedro Ludovico, Goiânia Viva, Vila Mutirão e Vila Romana.
Um dos casos das 24 horas ocorreu no Setor Goiânia Viva, onde um cabo da Polícia Militar, de 40 anos, foi morto a tiros. De acordo com a Polícia Civil, o militar estava acompanhado de um colega, ambos em motocicletas, e teriam sido contratados para transportar uma quantia em dinheiro. Durante o trajeto, um carro se aproximou e disparou contra eles, atingindo o cabo com três tiros. Ele estava de folga e morreu no local. Seu colega, entretanto, saiu ileso.
Na época, a delegada Silvana Nunes, da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), sob o governo de Marconi Perillo (PSDB), ofereceu uma justificativa inusitada para o aumento da violência: a Copa do Mundo. "É comum que em datas festivas como Natal, Carnaval, Réveillon e mesmo em dias de jogos como foi hoje, uma Copa do Mundo, a gente espera que aumente esse número como de fato aconteceu hoje", afirmou a delegada.