26/07/24
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia acumula uma dívida de quase R$ 40 milhões com o Hospital Araújo Jorge, um dos principais centros de tratamento oncológico do estado. Este valor resulta dos atrasos nos repasses de dinheiro público, dificultando o hospital a honrar seus compromissos com funcionários e fornecedores.
Presidente da Associação de Combate ao Câncer em Goiás, Alexandre Meneghini esclarece que os problemas com repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) já ocorrem há vários anos, mas se intensificaram nos últimos dois. "Há três anos temos tido problemas no repasse do SUS. Desde essa época a gente tem tentado negociar, só que isso ficou mais agudo nos últimos dois anos", explica.
Além dos repasses do SUS, o hospital também enfrenta atrasos em verbas provenientes do Governo Federal, emendas parlamentares e governos estaduais. Esses atrasos têm impacto direto no funcionamento da unidade de saúde. "Assumimos várias obrigações por conta disso e estamos fazendo o máximo pra segurar as pontas", disse Alexandre.
A dívida da SMS com o Hospital Araújo Jorge prejudica significativamente o fluxo de caixa da instituição. "Atrasamos pagamentos, o que afeta de uma maneira geral o funcionamento do hospital. Temos feito o máximo para manter a qualidade e a constante no tratamento de câncer, mas é complicado", comenta o médico.
Recentemente, Alexandre se reuniu com o secretário interino da Secretaria Municipal de Saúde, Quesede Ayres Henrique, que demonstrou disposição em abordar a situação do hospital com atenção. No entanto, Alexandre ressalta que a dívida do município com o hospital é substancial. Segundo ele, o último pagamento recebido pelo hospital ocorreu na primeira metade de abril deste ano.
Até o momento, a SMS ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, deixando em aberto a questão da regularização dos repasses.