30/07/24
A aprovação do prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) em Goiânia é considerada por qualquer analista político como impeditiva para a continuidade de um projeto eleitoral futuro. De acordo com o Serpes, divulgado em 20 de julho, o prefeito de Goiânia ostenta 16% de aprovação e 55,4% de rejeição – 43,6% dos eleitores consideram a gestão ‘péssima’.
A situação atual do prefeito não é nova. Em nenhum momento Rogério Cruz conseguiu deslanchar sua gestão em Goiânia. Foi justamente para tentar mudar esse cenário, após muitas outras tentativas, que o prefeito contratou o marqueteiro Paulo Moura, que desembarcou em Goiânia em abril passado.
Como não existem milagres em política, nada mudou nesses três meses com novo marqueteiro. Um novo slogan, definição de cores da pré-campanha e uma acelerada produção de conteúdo para as redes sociais. Porém, Cruz segue mais rejeitado do que nunca, sentimento consolidado, como pode ser constatado em qualquer pesquisa quantitativa ou qualitativa.
Na realidade, os atores políticos da capital nem consideram o prefeito parte do jogo eleitoral. Os últimos partidos que seguem na gestão preparam o desembarque nos últimos dias de convenções. Diante deste cenário de absoluto isolamento, quais iniciativas poderiam (ou deveriam) ser adotadas pelo marketing de Cruz?
O Voz de Goiás levanta algumas hipóteses possíveis: 1) seguir com o trabalho, ignorando completamente realidade, promovendo vídeos que transformam Rogério Cruz em motivo de chacota? 2) Levar Rogério a fazer um mea-culpa, explicar com franqueza as dificuldades de seu mandato, ainda que suavizados, admitir os erros cometidos; e promover de alguma forma as conquistas da atual gestão. 3) por fim, informar ao prefeito o naufrágio de seu projeto de reeleição, comprar uma passagem e voltar para casa.