04/08/24
O presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Francisco Júnior, esclareceu, neste sábado, 3, os motivos pelos quais decidiu apoiar Sandro Mabel (União Brasil), em vez do colega de partido Vanderlan Cardoso (PSD), na disputa pela Prefeitura de Goiânia. Em uma entrevista ao jornal Opção, Júnior destacou a falta de comunicação e alinhamento entre ele e Cardoso como fatores decisivos para sua escolha.
Segundo Francisco Júnior, não há "animosidade" entre ele e Vanderlan, mas sim um "distanciamento" causado pela falta de diálogo do senador. "Eu sou um apaixonado por Goiânia e quero vê-la bem administrada. O Sandro Mabel, apesar de estar fora do cenário político há algum tempo, tem um perfil de gestão que acredito ser necessário para a cidade. Ele é alguém realizado, que pode se dedicar 100% a resolver os problemas da cidade", afirmou.
Questionado sobre a aparente contradição de apoiar um candidato fora de seu partido, Júnior explicou que a decisão foi baseada em uma análise das necessidades de Goiânia e do perfil dos candidatos. Ele destacou que, nas pesquisas, tanto Adriana Accorsi quanto Vanderlan têm alta visibilidade, enquanto Mabel, apesar de seu potencial, tem um reconhecimento menor entre os eleitores mais jovens.
"Eu ajudei o Vanderlan na eleição passada e coordenei o plano de governo dele em 2020, mas percebi que era necessário ocupar um espaço de diálogo que não estava sendo preenchido. Houve dificuldades de ajuste entre Vanderlan e o governo do Estado, e diante disso, escolhi apoiar Mabel, que tem um perfil de gestor que a cidade precisa", explicou Júnior.
Ele também ressaltou seu compromisso com Goiânia e criticou a atual administração da cidade. "As pesquisas mostram os problemas de Goiânia: sujeira, falta de gestão, dificuldades no transporte e na educação. É preciso um choque de gestão na cidade, e acredito que Sandro Mabel é a pessoa certa para isso", afirmou.
Francisco Júnior fez questão de detalhar o histórico de alianças e disputas dentro do PSD, explicando que, apesar de seu apoio a Vanderlan no passado, a dinâmica política mudou. "Em 2020, Vanderlan se aproximou do governador Ronaldo Caiado, e todo o PSD se alinhou com o governo. No entanto, em 2022, Vanderlan apoiou Vitor Hugo, enquanto o restante do PSD permaneceu com Caiado. Eu trabalhei muito para unificar a base, mas não foi possível. Portanto, apoiar Mabel é uma escolha lógica dentro desse contexto", concluiu.