07/08/24
A gestão Rogério Cruz (SD) suspendeu a coleta seletiva em Goiânia, desde o último fim de semana e trouxe prejuízos diretos para 15 cooperativas de reciclagem, afetando cerca de 1,5 mil recicladores e aproximadamente 5 mil dependentes. A informação foi confirmada por Luíz Alberto Pereira, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Brasil em Goiás (OCB-GO).
"É um problema triplo: ambiental, porque o material reciclável vai para aterros e lixões; econômico, porque esse material tem valor; e social, porque muitas pessoas vivem disso", destacou Pereira em entrevista ao Diário de Goiás.
De acordo com Pereira, o prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) explicou que a interrupção do serviço é parte de uma transição entre a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e a empresa terceirizada, Consórcio Limpagyn. "Reunimos na semana passada, pedimos agenda e não conseguimos nada. Estamos pedindo uma nova audiência", afirmou.
Atualmente, apenas 3,7% do lixo de Goiânia é separado, número que cai ainda mais no estado de Goiás, para 1,7%. Pereira sublinhou a necessidade de políticas públicas e mais incentivos para a separação de resíduos sólidos e orgânicos, e mencionou a expectativa de uma reunião com os órgãos municipais na próxima segunda-feira (12) para discutir a situação.
Em resposta, a Prefeitura informou que houve um "problema pontual". Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) afirmou que foi notificada sobre os problemas com o serviço prestado e acionou a Comurg, que já solucionou a questão. A Seinfra garantiu que a coleta seletiva foi regularizada.