12/12/23
Desde que assumiu o comando da Prefeitura de Goiânia em 2021 Rogério Cruz já mudou o rumo da gestão várias vezes, o que revela ausência de planejamento.
Primeiro, cheio de dinheiro no caixa, lançou o Cidade Inteligente e o Goiânia Adiante. Como nada saiu do papel e o dinheiro foi acabando, o planejamento passou a mudar de 6 em 6 meses.
Rogério solicitou, por exemplo, R$ 1,2 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal para 22 obras de mobilidade urbana, urbanização e drenagem. Na lista tem ações previstas tanto no Goiânia Adiante quanto em justificativa de pedido de autorização de empréstimo de R$ 710 milhões encaminhadada à Câmara de Goiânia na semana passada.
Já a ampliação de drenagem em pontos de alagamento nos setores Central, Oeste e Aeroporto, por exemplo, está prevista no Goiânia Adiante, com estimativa de gasto de R$ 18 milhões, e no pedido do PAC, com previsão de R$ 18,7 milhões. A mesma obra está na lista enviada à Câmara, mas não há detalhamento algum de despesa.
A busca por empréstimo e pelo PAC para pagar por ações do Goiânia Adiante demonstra alteração de planejamento (ou ausência de qualquer plano) da Prefeitura neste programa, já que o anúncio inicial foi de investir R$ 1,7 bilhão de verba própria.