Goiânia, 04/04/2025
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Jornal Opção fala do sumiço de Vanderlan e de quem é beneficiado

11/08/24

Em meio à corrida eleitoral para a Prefeitura de Goiânia, o desaparecimento de Vanderlan Cardoso, candidato pelo PSD, tem gerado preocupações e especulações sobre seu futuro político. Em análise recente, o jornal Opção trouxe à tona as implicações desse sumiço e quem pode sair beneficiado com a ausência do senador nos debates e eventos públicos.

Um aliado próximo de Vanderlan revelou ao jornal que o senador está "muito preocupado". O motivo? A possibilidade de uma derrota dupla: não só perder a eleição na capital, mas também ver sua esposa, Izaura Cardoso, derrotada na disputa pela Prefeitura de Senador Canedo. Caso esse cenário se concretize, a situação de Vanderlan para as eleições de 2026 ficaria complicada, forçando-o, talvez, a abrir mão de uma nova candidatura ao Senado e se contentar com uma disputa para deputado federal.

Esse mesmo aliado sugere que a ausência de Vanderlan nos debates é uma estratégia para evitar desgaste prematuro. "Quanto mais sumido, menos desgaste", teria dito, indicando que o senador prefere deixar que os outros candidatos se ataquem entre si. A lógica por trás dessa tática é de que a verdadeira campanha só começa a 15 ou 20 dias do pleito, o que justificaria o esforço de economizar recursos agora.

No entanto, essa estratégia tem seus riscos. Com Vanderlan fora dos holofotes, o candidato do União Brasil, Sandro Mabel, ganha espaço e pode consolidar-se como o único gestor experiente na disputa. Isso pode se refletir nas pesquisas, onde Mabel, que começou a campanha por último, já vem crescendo de forma consistente, enquanto Vanderlan e Adriana Accorsi (PT) estão tecnicamente empatados na liderança.

A política, como diz o ditado, não perdoa a ausência. E, na medida em que Vanderlan Cardoso não se apresenta, corre o risco de ser esquecido pelo eleitorado, abrindo caminho para que Mabel se torne a principal alternativa na cabeça dos eleitores. 

Um ex-deputado ainda destacou as perguntas incômodas que Vanderlan poderia enfrentar se aparecesse nos debates: "O sr. apoia o governo do presidente Lula da Silva, do PT?" e "Quantos aliados, como Abelardo Vaz, o sr. indicou para o governo do PT?" Essas questões poderiam desgastá-lo, mas evitá-las pode custar caro.

O marqueteiro Marcus Vinicius, que está orientando Vanderlan, acredita que manter um perfil discreto é a melhor estratégia no momento. Contudo, há quem sugira que o senador deveria ouvir outro marqueteiro, Renato Monteiro, que certamente o aconselharia a aparecer mais. Afinal, sumir só faz sentido quando se está à frente nas pesquisas, o que não é o caso de Vanderlan, que vê Sandro Mabel avançando rapidamente.

A fama de "fujão" pode se tornar um rótulo difícil de remover para Vanderlan. Seus mentores políticos, como o ex-deputado estadual Samuel Almeida e o deputado federal Ismael Alexandrino, ambos do PSD, precisam agir rapidamente. "Apareça, Vanderlan!", seria o conselho óbvio e urgente para evitar que o sumiço do senador custe caro em uma disputa acirrada e ainda incerta.


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